LIVRO MEDIUNIDADE EDGARD ARMOND PDF

Please, help me to find this desenvolvimento mediunico edgard armond pdf download. I’ll be really very grateful. Mais de Livros Espíritas. 6 jul. O Livro de Esdras – também conhecido como Apocalipse do ano e físico MEDIUNIDADE – Edgard Armond Um tratado completo sobre a. Almas Afins – Edgard Uploaded by Patrícia. Patrícia Saldanha de Deus · Mediunidade (psicografia Edgard Armond – espiritos diversos).pdf.

Author: Brazuru Mezigore
Country: Hungary
Language: English (Spanish)
Genre: Education
Published (Last): 23 April 2017
Pages: 136
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ISBN: 342-6-40427-697-7
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Published on Jul View Download 0. Animando-nos a escrever este livro, outro intuito no temos que render ho menagem humilde a to excelsa entidade espiritual, tentando uma reconstitui o histrica de sua ltima passagem pela Terra, a cuja humanidade legou a lembrana imorredoura do sacrifcio da cruz e os sublimes ensinamentos do Evangelho.

No nos iludimos quanto s dificuldades da tarefa, pois que Jesus nada escreveu de si mesmo, talvez porque sua divina prescincia descortinava as deturpaes que sofreriam seus ensinamentos, no querendo concorrer para as mistifica es religiosas e as inevitveis exploraes de documentos e relquias q ue mais tarde ocorreriam; preferia, como diz um inspirado instrutor espiritual dos nossos dias, que tais alteraes fossem feitas “no sobre o que escrevesse, mas somente sobre o que outros dissessem”.

No havendo documentao original provinda de outra fonte, devemos at er-nos aos Evangelhos, codificados na Vulgata Latina, cujos venerveis Autores no se preocuparam em mencionar os fatos cronologicamente; por outro lado, cad a um deles seguiu plano diferente, ou ta!

O prprio Lucas que, no tendo sido discpulo, escreveu seu trabalho lendo e ouvindo a uns e outros, anos depois do Glgota, da mesma forma no esta beleceu a necessria ordenao histrica, a sequncia justa dos fatos, prov avelmente por j encontrar dificuldade em faz-lo, no obstante ainda viverem naque la poca alguns dos “Doze”: Pedro e Tiago, em Jerusalm; Joo, em Efeso e outros alhures.

Estas falhas, entretanto, em parte se justificam, porque cada autor escreve u isoladamente, em pocas diferentes, segundo aquilo de que se lembrava e d ebaixo, ainda, da emoo do drama do Glgota e do esprito sacrificial que a todos empolgou enquanto viveram.

De outra parte, preciosas indicaes e subsdios se perderam no trans itarem os pergaminhos primitivos por milhares de mos de adeptos na Palestina e emoutras partes e, ainda, por ltimo, porque os documentos que se salvaram e chega ram s mos do erudito padre Jernimo, a quem o papa Damaso 1, que exerceu o pontificado entre os anos aincumbiu de codificar o cristianismo 10 Aas 44 narrativas existentes na poca 1todas com fro de autenticid ade, tais documentos foram por Jernimo desprezados em sua quase totalidade, aceitando ele somente aqueles que constavam terem sido escritos pelos ap stolos testemunhos de vista a saber: Joo e Mateus, alm de Marcos que n o o fra e ainda de Lucas, por suas ligaes estreitas com Paulo de Tarso e de ido neidade comprovada, elaborando assim a codificao intitulada “Vulgata Latina” at hoje adotada, sem contestao, pela maior parte de cristandade.

Mas teriam tais Evangelhos sido escritos pessoalmente pelos Apstolos?

No de se concluir que os documentos q ue chegaram s suas mos eram somente cpias, ou cpias de cpias, mas no os originais? No h, portanto, certeza de que os Evangelhos, como esto escritos, repres entam exatamente aquilo que Jesus ensinou, na sua integridade primitiva.

Este fat o, entretanto, em quase nada desmerece seu altssimo valor, visto que a estr utura fundamental, a base moral ou inicitica idntica em todas as quatronarrativas. E se nos voltarmos para as obras de carter medinico, da mesma forma encontraremos inmeras divergncias, de forma e de fundo, que no lev am a maiores certezas. Tm-se, ento, a impresso de que ainda no chego u a poca de ser o assunto exclarecido pelos Instrutores Espirituais que, conquanto se mostrem muitas vezes at mesmo prolixos na exposio de assuntos dout rinrios ou filosficos, no trazem maiores esclarecimentos a respeito da parte his trica da vida do Divino Messias.

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Mas da no se conclua que esta ltima seja desinteressante no seu va lor qualitativo, pois tudo que respeita vida de Jesus tem alto valor inici tico e edifica, sempre, em todos os sentidos.

A vida dos condutores espirituais da humanidade sempre cheia de exemplos preciosos e educativos, porque esp e lham condutas mais altas e perfeitas e traam rumos sempre sequentes evolu o dos seres habitantes dos mundos inferiores. E nem h que admirar que muito se ignore sobre a vida de Jesus, passada h quase vinte sculos, vivida com grandeza, mas com simplicidade, preferentemente em contato com o povo ignaro e humilde, sem nenhuma armonv de carter poltico ou social, quando, nos dias que vivemos, neste sculo de tamanha expresso cientfica, dispondo 1 Relao pg.

Indicando os caminhos luminosos do amor e da paz universais, deixou ao mundo um legado eterno que lei, no somente par aa Terra, pequenina e retardada, mas para todo o Cosmo. Mediunidave tarefa do Divino Enviado no teve, como dissemos, projees polt icas e sociais na sua poca, porque tais no eram Seus objetivos, conquanto pr evenisse aos psteros sobre suas consequncias futuras quando disse: E, realmente, seus ensinamentos, logo aps a morte dos apstolos, provo caram interpretaes as mais diversas e contraditrias sendo, logo depois, o cristianismo primitivo absorvido mediuindade foras poderosas que dele se apodera ram para a organizao de uma religio oficial 1dominadora no campo d os valores materiais o que, como era de esperar, retardou de muitos sculos a evolu o espiritual do mundo.

E a projeo social, istoa influncia desses ensinamentos sobre os indivduos e sobre as massas humanas, no seu devido sentido redencionistacomo cdigo moral que exige conduta perfeita e mediunidadr interior, armoond s omente se fez sentir h pouco mais de um sculo, com o advento do Espiritismo O Consolador prometido por Jesus na inspirada e magnfica codificao elaborada por Mddiunidade, na Frana. O Espiritismo arrancou o Evangelho das sombras msticas das concepe s dogmticas e o apresentou ao povo, indistintamente, aberto e refulgente, expressivo e edificante, como a fora que mais poderosamente realiza transformaes morais, no mais ntimo das almas, e impulsiona os home ns para as luzes da redeno.

Por estas razes e circunstncias, ao escrever este modesto trabalho, a dotamos o arbtrio de permanecer nas bases histricas do Evangelho codificado, de emdiunidade somente nos afastando para acrescentar detalhes e complementos idneos e julgados teis melhor clareza e lgica do conjunto, sobretudo quand o vindos pela mediunidade, que tem sido canal da revelao divina em todos os te mpos.

No se podem mediunicade os fatos, a no ser em obras de fico, mas s omente narr-los; e, como em relao vida de Jesus os eventos foram narrados por centenas de autores e repetidos inmeras vezes, cada vez com aspectos diferentes, e como nosso intuito no livgo uma narrao a m ais, uma repetio a mais, julgamos til fazer uma compilao de dados, se ndo de nossa autoria somente a dis posio deles, a redao, a interpreta o, os comentrios e as concluses.

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Julgamos assim resguardadas a paternidade das idias e conceitos pertence ntes a outros dignos autores, aos quais apresentamos desde j nossos melhores agradecimentos pela participao, conquanto indireta, na confeco desta obra. Mediuniddade O Evangelho de Valentim O Evangelho da Vida ao Vivo Como nos Evangelhos no h cronologia nos acontecimentos, procuramos n a rr-los obedecendo a uma sequncia lgica meciunidade, entretanto, no representa nem se oferece como vantagem especial sobre qualquer outra.

Na confeco deste livro fugimos de divagaes literrias para en cobrir falhas e, dada a vastido dos temas e a finalidade da obra, no nos arredamos tambm da feio didtica, cujas caractersticas so mtodo, clareza e co nciso.

Tanto podem ter sentido extensivo como figurado, analgico ou mstico. O princpio criado gerante – esfera do pensamento divino abstrato O princpio criado criante eddgard esfera dos agentes csmicos cria dore de m undos.

O princpio criado imanente – esfera das manifestaes do esprito divino na criao. O primeiro princpio Deus – o Pai Edggard absoluto. O segundo princpio – mediunixade pensamento abstrato fora de Deusmanifestado como criao pela ao dos agentes csmicos – o Filho. O terceiro princpio – o pensamento divino derramado na criao como vida, inteligncia e amor – o Esprito Santo. Esta a base fundamental das Trindades, imaginadas por algumas religi es como a brahmnica, a egpcia e a persa, entre llivro, de onde foram copiadas, inclusive por religies dogmticas crists.

Eis as Trindades mais conhecidas: Felipe O Evangelho de S.

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Barnab O Evangelho de S. Alm destes, considerados falsos evangelhos pela codificao catli ca-romana, haviam ainda: O Livro de Enoch – citado por quase todos os eruditos da poca. O Livro de Esdras – tambm conhecido como Apocalipse do ano Andr O Evangelho de S. Joo no confundir com o aceito O Evangelho de 5. O princpio criado criante esfera dos agentes csmicos criadores de mundos.

Nas religies O primeiro princpio Deus – o Pai Criador absoluto. Estade forma grosseira e aproximada da realidade, a discriminao mstica das tarefas de agentes divinos na criao dos mundos. Em conceito mais objetivo e cientfico, a criao se opera de forma a lgo diferente: Jesus de Nazareth, como agente da Entidade a cuja jurisdio e depend ncia a Terra se encontra, como mundo formado em um sistema planetrio, agindo no mesmo sentido, concorreu formao do nosso globo e de todos os seres que o habitam, passando a ser seu Governador Planetrio.

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Na histria religiosa, o Messias o ungido encarnado na Palest ina, a quem Pedro se referiu quando disse: A mesma tradio espiritual tambm revela que, em determinadas poc as, segundo as necessidades evolutivas do planeta, altos espritos, por si ou como enviados do Cristo, encarnaram-se nos diferentes orbes leva n do s humanidades que os habitam, impulsos novos e diretrizes mais avanadas de progresso espiritual. Segundo essa tradiAo o Governador Espiritual da Terra j encarnou em m eio a seus habitantes vrias vezes, a saber: Duas na Lemria, como Num eJuno, com a terceira raame; Duas na Atlntida, o bero da legendria quarta raa, como Anfion e Antlio, por intermdio de cujos discpulos a tradio espiritua l mais antiga transferiu-se para o Mediterrneo;uma na Prsia, como Krisna, uma na India, como Buda e uma ltima, como Jesus, na Palestina.

Nessas encarnaes esses altos espritos tm vindo ora como precurs ores intelectuais de conhecimentos filosficos, cientficos, religiosos e artsticos; ora como pregadores de paz e de concrdia, no encaminhame nto de povos brbaros civilizao; ora mdeiunidade reforma- dores sociais e guias religiosos. Na Palestina veio Jesus, no ponto mais alto da revelao eternizada, co mo exemplificador do amor universal, a fraternidade dos homens e a paternidade de Deus, conforme o enunciado fundamental do “amor a Deus sob re todas as coisas e ao prximo como a si mesmos”.

Verdadeiras no todo, ou somente em parte delas, essas tradies, enviad o do Cristo Planetrio, ou encarnao deste mesmo, o certo que esses altos missionrios realizaram edtard edificantes tarefas apontando di retrizes morais concordantes com a evoluo humana de cada poca; revelaram os mais adequados conhecimentos sobre a vida e a morte e deram existncia humana um elevado e sublime sentido espiritual, no obstante nem sempre compreendidos e aceitos; pregaram sem pre as mesmas verdades fundamentais, por mais que se tivessem colocado afastados uns dos outros, o que prova serem sequentes e p rogressivas as revelaes espirituais.

Os conhecimentos revelados por esses magnnimos espritos foram conserv ados: No ocidente, pelos Dactylos, descendentes dos Atlantes, refugiados na Gr cia, pouco antes do afundamento da ltima parte desse continente e para onde transportaram os documentos contendo as tradie s mais antigas, e onde iniciaram as bases de uma nova civilizao, logo em seguida transposta para o antigo Egito.

Na Grcia antiga esses pioneiros eram venerados como semi-deuses e foram, cmo os cabires 18 os curetes e os talquines, os primeiros instrutores desse povo pr- hist rico 2 Pelos Kobdas, que vieram pouco mais tarde e fixaram essa civilizao no leIto do Nilo e a difundiram pelo Mediundiade e a Mesopotmia.

E, finalmente, pelos Essnios, refugiados nas suas grutas e mosteiros da Palestina, Fencia e Arbia, que receberam e conservaram no seu sentido verdadeiro e autntico, os ensinamentos deixados por Moiss e q ue foram por este restaurados, com base nos documentos descobertos amond runas dos templos egpcios de Mnfis, de Abidos, de Sais e outros.

Quanto a Jesus, a mais alta manifestao do Plano Espiritual Superior n a Terra, seus ensinamentos esto consignados no Evangelho cristo, a que nos referimos no Prlogo deste livro, e que vem sendo pe rpetuado at nossos dias pelos cristos de vrias seitas e confisses. Esta ltima manifestao mediunidads esperada de h muito e houvera sido pr edita por vozes profticas de vrias partes do mundo de ento, principalmente pelos israelitas o povo escravo, redimido por Moiss, preparado por mais de quarenta mexiunidade nos desertos do Sinai e do Paran para receber em seu seio o esprito radioso do Redentor.

Isso fazia no s para prestigiar os profetas, como canais que eram da revelao, como para demonstrar que esta antecede sempre os acontecimentos relevantes da vda da humanidade que, uniformente, express am-se os mandatrios siderais pela boca dos profetas ou mdiuns. As profecias hebrias, referentes ao advento do Messias redentor, confirm avam outras anteriores, 3 proferidas em outras regies domundo de ento, no sentido de um nascimento miraculoso, contrrio s leis naturais, atravs de uma virgem, sem contatos humanos que, conforme referiam, ocorrera com outros missionrios religiosos ou fundado res de movimentos espiritualizantes como, por exemplo, Zoroastro, Krisna, Buda.

Essa concordncia permitia supor que os profetas hebreus deixaram-se infl uenciar por essas notcias que, gravadas em seus subconscientes, vieram tona no transe das revelaes, ou que, ent o, foram realmente verdadeiras, como edard foram todas as demais que proferiram sobre, por exemplo: Mas, se todas as profecias hebrias foram confirmadas, esta, entretanto, do nascimento virginal no o foi mas, ao contrrio, at edgarrd Vem se tornando motivo de controvrsias entre cristos.

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Lake, do mesmo Autor.

A esses iniciados foi revelado mediunicamente a prxima encarnao do Messias, h tanto tempo esperado. Melchior, Balthazar e Gaspar foram os visitantes piedosos que a tradi o evanglica chama de “Reis Magos” e que visitaram o MeninoLuz nos primeiros mediuniade do ligro nascimento, em Belm. Foram tidos como m ago s porque vieram da direo do oriente, onde ficavam aCaldia, a Assria, a Prsia, a India e onde a cincia da astrolog ia, da magia tergica e de outras espcies eram praticadas livremente.

Alis, o prprio Evangelho justifica os ttulos, pondo na boca de um dos magos, sua chegada a Jerusalm, a seguinte frase: Vimos sua estrela no oriente e viemo s ador-lo”. Mateus II – 1. Para a encarnao do anjo planetrio, o vaso carnal escolhido e j compromissado desde antes de edgafd reencarnao na Mediunidase, foi Myriam, virgem hebria de famlia sacerdotal, filha de Joaquim e Ana. Moravam e m Jerusalm, fora dos muros, junto ao caminho que ia para Betnia.

J estavam ambos em idade avanada quando lhes nasceu uma filha que foi chamada M yri am, cujo nome significa beleza, poder, iluminao. Com a morte de seus pais foi ela internada por parentes no Templo de Jerusalm, junto s Virgens de Sio, que nas grandes festividades cantavam em cro os salmos de David e os hinos rituais, pois que as joven s descendentes de tais famlias tinham esse direito e podiam licro educadas primorosamente no Templo, consagrando-se, caso o ramond, a seus servios internos.

Nestes casos, a designao era feita pela sorte e a indicada foi Myria m. Atemorizada, guardou silncio sobre o ocorrido, mas seus temores aumentar am quando, como era de praxe, foi escolhida pela sorte para esposa do pretendente Joseph, tambm pertencente famlia de David, em cuja linhagem pelas Escrituras, o Messias nacional deveria nascer. Aromnd fato, para ela, foi uma evidente confirmao da viso qu e tivera e das palavras do anjo que a visitara, e seu esprito ingnuo e mstico compreendeu que sua aquiescncia quele consrcio era imper ativa.

A partir de sua chegada a Nazareth e aps as comemoraes rituais das bodas, cerimoniais que, segundo os costumes, duraram vrios dias, dedicou-se aos afazeres domsticos sem poder, contudo, esquivar-se lembrana dos acontecimentos do Templo; e a livrro do casal, desde o primeiro dia, ressentiu-se daquelas apreenses e temores.

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Foi-se retraindo o mais que pde da vida social e das intimidades doms ticas, recolhendo-se a prolongadas meditaes e alheiamentos, a ponto de provocar reprovaes de conhecidos, parentes e familiares.

Vivia como dentro de um enlvo permanente, no qual vozes misteriosas lhe falavam das coisas celestiais, de alegrias sobre-humanas, de sofrimentos e de dores que lhe estavam reservadas no futuro, exatamente co mo, bem se lembrava, estava escrito nas Escrituras Santas povo. Por fim, sentindo-se grvida, confessou seus temores a Joseph, de c uja paternal bondade estava certa poder esperar auxlio e compreeno 22 Surpreendido pela revelao, Joseph, dentro da sensatez que lhe era atr ibuto slido, guardou silncio, aguardando o perpassar dos dias; mas estando evoluindo para termos finais a gestao e no podendo con fiar em estranhos ou parentes al residentes, resolveu levar a jovem espsa para Belm 4 onde ela ficaria sob os cuidados maternais de sua tia Sara.

Pois foi al, naquela cidade histrica, por ter sido onde Samuel sagrou a David como rei, que deu-se o nascimento transcendente do Messias Redentor, ao qual foi dado o nome de Jesus. Este fato to relevante ocorreu no ano da fundao de Roma e 1. E de se admitir que os hspedes ten ham sido acomodados em um compartimento desses, mais afastado do bulcio da casa e da curiosidade dos estranhos.

Em Belm se encontram ainda vrios estbulos desse tipo, que servem, ora para habitao, ora para depsito de combustvel e forragem, ora ainda de acomodao a pastores nmades, quando vm cidade a negcios. Nas profecias se l, segundo Miquas: Conquanto os evangelistas citados acima narrem um nascimento sobrenatura l, o Evangelho em si mesmo, estudado no conjunto dos seus autores, oferece elementos srios para se optar pelo nascimento natural.

A primeira das duas verses consta, como dissemos, de Mateus e de Lucas, mas no consta de Joo e de Marcos tambm sinticos sendo isso deveras estranhvel, porque fato de tamanha importncia ou signifi cao espiritual, certamente que no ficaria esquecido deles, com a agravante de que Lucas no foi contemporneo dos acontecimentos, pois viveu vrios anos aps a morte de Jesus e escreveu, mais que tudo, pelo que ouviu dizer por terceiros.

Por outro lado, o erudito padre Jernimo, encarregado pelo Papa Damaso 1, em princpios do sculo IV, de selecionar e codificar os Evangelhos existentes na poca, adotados por vrias correntes sectri as diferentes e divergentes, em nmero de 44, ao proceder ao seu importante 25 trabalho, teria todo empenho em prestigiar a verso de Jesus- Deus, membr o da Trindade Catlica Romana, dando ainda maior nfase verso sobrenatural o que, alis, no fez.

Se, alm de Mateus e de Lucas, outros documentos houvessem, provindos d e apstolos ou discpulos, com referncia a esse nascimento sobrenatural, evidente que tais informaes seriam mantidas na codi ficao denominada Vulgata Latina, que at hoje faz f em toda a cristandade, mas tal no aconteceu.

Como o nosso objetivo no discutir o assunto, citaremos unicamente o que disse Joo em sua Primeira Epstola Universal, Captulo 4. Nas demais epstolas de Pedro e Judas, da mesma forma, nada encontramos q ue confirme o nascimento sobrenatural.

Pode-se, pois, concluir ou, pelo mnos, aceitar o nascimento natural, na concordncia tcita edhard cinco evangelistas: Pedro, Joo, Tiago, Judas e Marcos. O CORPO DE JESUS primeira vista pode parecer que, aceita esta verso do nascimento nat ural, qualquer outra considerao seria ociosa mas, em respeito sargumentaes dos que crm em contrrio e so muitos examinarem os tambm este assunto e os fatores que intervm nasua conceituao.

Sempre se julga desinteressante debater temas desta espcie, no s p or faltarem elementos srios de comprovao, caso em que os argumentos no sairiam do campo das opinies pessoais, de valor sempre muito relativo, como, tambm, porque a verso adotada pelos contestadores em nada modificaria os fatos, tanto na sua origem, como na su a natureza e consequncias.

A controvrsia, assim como outras muitas existentes, arrmond de longe, desde os tempos do cristianismo primitivo, tendo tido, mesmo, um Ponto alto no reinado do imperador Juliano edgarv o Apstata ” quando proliferavam seitas divergentes.

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